LOADING

Digite para procurar

Pra que reinventar a roda?

Jorge Tarquini
Compartilhar

Uma das maiores tentações de jovens gerentes e profissionais que chegam a posições de liderança é querer “imprimir o seu jeito”, colocar em prática a “sua visão”. Mas há um ponto de equilíbrio para que se use o passado a seu favor – sem abrir mão de inovar

Um dos maiores benefícios da inteligência humana é sua capacidade acumulativa de conhecimento. É isso que faz com que ninguém precise reinventar a roda todos os dias – mas reconhecer seu funcionamento e os benefícios que ela oferece e poder usá-la para criar algo novo.

Além de um desperdício gigantesco de energia e criatividade, essa “reinvenção” é uma atitude de pouca eficácia, pois tira o foco daquilo que realmente importa: como decolar do ponto de onde estamos para ir mais longe? E uma maneira de fazer isso é SIM olhar para o passado: ele vai nos contar como foi que chegamos até onde estamos, como agiram e quais decisões foram tomadas por quem estava no comando – e o quanto e onde acertaram e, principalmente, o quanto e onde erraram (vantagem para “engenheiros de obras prontas”).

Claro que a tentação (e, muitas vezes, a cobrança alheia e a de nós mesmos) nos coloca diante dessa tentação de simplesmente jogar o bebê junto com a água do banho.

É de grande inteligência emocional (e de grande sabedoria profissional) ter um olhar apurado para o que serve ou não, para o que deu certo ou não, para quem funciona ou não. Cansei de ver “chefes” que simplesmente dizimaram as equipes que receberam no Dia 1 de suas gestões – que não chegaram muito longe na contagem dos dias sentados na cadeira.

Isso, acredite, vai facilitar muito o trabalho de quem está assumindo o posto. Não é demérito para ninguém reconhecer o que está bem feito e, a partir daí, adicionar seu talento para ficar ainda melhor.

É compreensível que todo jovem gerente ou quem é recém-chegado a um cargo de direção simplesmente foi colocado ali para dar a sua contribuição. E repetir o que outros já fizeram é meio caminho andado para não sairmos do lugar.

Ledo engano…

Assumir o controle do navio no meio de uma viagem não significa voltar ao porto de partida.

Tags:
Jorge Tarquini

Curador do #Trendings.

Você vai gostar também

Deixe um comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *