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Você decide: home office ou back to the office?

Jorge Tarquini
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Diante de resultados inesperadamente bons de produtividade e processos de trabalho, muitas empresas estão começando a consultar, entre funcionários que podem desempenhar suas funções a distância, a preferência entre ficar em casa ou retornar ao escritório

Assim como as guerras permitem saltos tecnológicos (delas nasceram desde o prosaico leite condensado até o micro-ondas, o celular e o computador, por exemplo), crises como a pandemia de Covid-19 também deixam efeitos duradouros. Alguns muito ruins. Outros, nem tanto.

Entre os negativos estará o uso de máscaras por um longo tempo. A reboque virão o longo distanciamento social, mesmo em espaços públicos. Por outro lado, algo que no início pareceu muito ruim pode ter se tornado uma oportunidade de revolução para o universo do trabalho: o home office.

Muitas empresas, antes temerosas de quais seriam os efeitos disso na produtividade ou na efetividade do trabalho de seus colaboradores, enxergam hoje oportunidades. Tirando as atividades que precisam realmente da presença física, muitas outras se mostraram 100% factíveis com trabalho remoto.

Essa pode ser a pedra fundamental de uma revolução dos espaços corporativos, por exemplo. Nada mais de espaços extensivos, reunindo dezenas de pessoas confinadas em cubículos. Espaços menores economizam dinheiro – e postos de trabalho presenciais poderão ser rotativos, ocupados por funcionários que aparecem na empresa apenas quando for indispensável.

Além da questão da economia, há outras questões: a diminuição do estresse do deslocamento, do trânsito, da condução lotada. E que vai se refletir no tráfego das cidades!

Por outro lado, haverá uma mudança radical no nível de cobranças e expectativas de parte a parte. O critério de avaliação não será influenciado por sua “pontualidade”, mesmo que sua produtividade seja inversamente proporcional ao compromisso com os ponteiros do relógio. Dessa forma, o que realmente vai contar é sua produtividade. E sem o desgaste de olhares tortos por um almoço mais demorado ou uma escapada para levar o filho ao médico…

Bem, é cedo para dizer se vão ser mudanças positivas ou não. Fato é que, cada dia mais, empresas de todos os portes estão considerando a possibilidade e consultando seus colaboradores. Talvez isso se torne uma das perguntas que você terá de responder na sua próxima entrevista de emprego (provavelmente feita por um recrutador de modo remoto).

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Jorge Tarquini

Curador do #Trendings.

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