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Por que as marcas gastam milhões para anunciar no Super Bowl?

Filipe Oliveira
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Empresas e políticos desembolsaram US$ 5,6 milhões por 30 segundos de comercial na decisão da NFL. Além de alcançar uma enorme audiência, empresas têm a oportunidade de pegar carona no status do Super Bowl

De acordo com dados publicados pela Kantar Media no ano passado, o valor do comercial do Super Bowl aumentou 96% em 10 anos. Para anunciar na 54ª edição do evento, realizada no último domingo (2), no Hard Rock Stadium, em Miami, Flórida (EUA), as marcas precisaram desembolsar US$ 5,6 milhões (mais de R$ 23 milhões) por 30 segundos de TV. Facebook, Coca-Cola, Budweiser, Jeep, Doritos, Walmart e Microsoft foram algumas empresas que exibiram comerciais para uma audiência estimada em 100 milhões de espectadores.

“Muito mais do que o dinheiro gasto em exposição, temos que pensar que a marca procura um certo status, se alinhar a coisas valiosas. O Super Bowl tem a paixão, a emoção, o show do intervalo. As marcas buscam se inserir nesse contexto”, analisou Marcelo Palaia, professor de marketing esportivo da ESPM. “Como o Super Bowl é visto como um produto muito valioso, a marca que anuncia também passa a ser vista como valiosa”.

Para Palaia, que também é diretor executivo do Osasco Voleibol Clube, o que torna esse evento tão atrativo do ponto de vista do marketing é sua frequência e perenidade. “É muito diferente de uma Copa do Mundo ou de uma Olimpíada, que são realizados a cada quatro anos”, comentou o especialista. “É uma movimentação financeira, de patrocínios e de comunicação relacionada ao esporte que acontece anualmente, praticamente na mesma data. No cenário do marketing, da comunicação e da gestão esportiva, é um evento perene e que gera uma atratividade e volume financeiro gigantesco”.

Outro diferencial apontado pelo especialista em marketing esportivo é o fato da decisão da NFL também ser tratada como entretenimento. Dias antes da final da NFL, a cidade sede já recebe uma série de atividades, que funcionam como um aquecimento para o Super Bowl. E no dia da decisão, ocorrem outras atividades além da partida, como o aguardado show do intervalo, que este ano teve Shakira e Jennifer Lopez.

“São quatro horas de Super Bowl. Veja o quanto as pessoas consomem de esporte, diversão e espetáculo nesse tempo. O que diferencia esse evento de outros é o entretenimento”, analisa Palaia. “Aqui, no Brasil, é muito difícil fazer algo assim porque a TV limita o tempo de jogo.”

Campanhas políticas

Pela primeira vez na história, dois candidatos à presidência dos Estados Unidos anunciaram no Super Bowl: o pré-candidato democrata Michael Bloomberg e o republicano Donald Trump. Segundo informações publicadas pelo New York Times, os dois desembolsaram US$ 11 milhões para aparecer nos intervalos do evento.

Açaí no Super Bowl

A OakBerry Açaí Bowls, rede brasileira de alimentação saudável, também marcou presença no Hard Rock Stadium. Georgios Frangulis, fundador da rede de franquias, revelou em entrevista para a revista PEGN ter investido cerca de US$ 50 mil para se instalar no estádio. A OakBerry não esteve presente apenas na decisão, mas em toda a temporada da NFL.

Confira alguns comerciais exibidos durante o Super Bowl:

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Filipe Oliveira

Editor do #Trendings.