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Como encontrar a aceleradora certa para sua startup

Patrícia Rodrigues
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Muitas vezes, o que falta para a empresa decolar é um empurrão profissional. Mas, você sabe como selecionar a melhor aceleradora?

Formação, networking, mentoria e resultados mais rápidos são alguns dos vários benefícios de fazer parte de um programa de aceleração. Afinal, é possível obter, além de um aporte financeiro que trará algum fôlego, a qualificação necessária para que as empresas, especialmente as jovens, tenham condições de atuar de forma competitiva e… claro, crescer! Com duração que costuma ser entre um e três meses, os programas de aceleração oferecem treinamentos, preparação para participar de rodadas de investimentos, contato com consultores de negócios e especialistas que vão ajudar em vários projetos.

Fazer parte desse processo pode ser muito transformador, mas não significa, necessariamente, garantia de sucesso. Mas, como encontrar o melhor para o seu negócio? Letícia Menegon, professora e coordenadora da Incubadora da ESPM, explica que as aceleradoras costumam buscar startups com modelos escalonáveis para oferecer sua estrutura e aplicar suas metodologias para alavancar o crescimento. “São vários os critérios de seleção e muitas delas podem não fazer aportes, mas pedir um investimento inicial e comumente também uma porcentagem do negócio”, acrescenta.

Antes de partir para essa nova etapa, a especialista recomenda observar algumas situações:

  • Em geral, para fazer parte do processo de aceleração a empresa deve estar operando há algum tempo e faturando “razoavelmente”, lembrando que esses prazos e valores variam de uma aceleradora para outra. Isso conta também durante o processo de seleção;
  • O primeiro ponto é identificar que tipos de empresas já passaram pela aceleradora. Essas instituições possuem perfis — tecnológicos, de serviços etc. Então, foque nas que atuam na sua área, pois profissionais generalistas nem sempre estão familiarizados para atender às especificidades de diferentes mercados;
  • A aceleradora deve ter um contato muito estreito com o ecossistema em questão, incluindo mentores experientes e gabaritados nessas áreas;
  • Converse com as empresas que já passaram pela aceleradora para entender o trabalho que já foi feito, qual a assistência oferecida, bem como a qualidade. Importante perguntar se tiveram êxito, se saíram de um ponto e galgaram outro, se há planejamento, se as etapas de trabalho e os cronogramas foram cumpridos;
  • Esteja atento às formas de troca entre as partes. Como citado, muitas cobram um valor inicial, outras pedem de cara uma participação da empresa, ou em cima do faturamento ou uma porcentagem do negócio no final do processo. Então, é preciso avaliar se, além de ter um gasto inicial ou durante as diferentes fases, compensa abrir mão também de uma parte da empresa;
  • Aceleradoras públicas (de governos) não costumam obter percentual da empresa em troca, mas fazem outras exigências e contrapartidas, como ter finalidade comprovadamente social, empreendedorismo e responsabilidade social na região de atuação etc..
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Patrícia Rodrigues

Jornalista colaboradora do Trendings.

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