Períodos sabáticos não são férias, mas sim momentos de reflexão Foto: Shuterstock
“Vou tirar um sabático!” Já ouviu alguém próximo, amigo ou colega, comunicando essa decisão? E sentiu uma ponta “poxa, eu também quero”? Antes de desejar também desfrutar das “delícias” do dolce far niente, é preciso estabelecer algumas questões.
1. Um período sabático NÃO SÃO FÉRIAS… Isso mesmo. Mesmo sem os compromissos cotidianos de trabalho, quem recorre a esse tempo tem questões profundas ligadas a decisões de vida, carreira e futuro – e é preciso saber claramente por que se está recorrendo a ele. É para estudar? É para se reconectar? É para experimentar uma rotina diferente – e em um lugar diferente? Mesmo que seja para não fazer nada muito específico (como um curso), é um tempo que demanda um compromisso de fornecer respostas.
2. “Jogar tudo para o alto durante um tempo” não poderia estar mais longe da realidade. Ao contrário: requer planejamento de verdade. Afinal, ao contrário das suas contas, seu salário ou sua renda (no caso de profissionais liberais ou de empreendedores) não virá… Então, é bom fazer contas e se preparar por um bom período para conseguir um “colchão” de segurança financeira. Da mesma forma que, ao sair, você precisa deixar tudo funcionando para que, na volta, caso decida voltar sem mudar nada, não encontre uma “terra arrasada” esperando você reconstruir tudo.
3. As decisões que tomar e as escolhas que fizer podem significar ainda mais mudanças. De cidade, de país, de emprego, de carreira, de estado civil… Portanto, ao contrário de boas férias num lugar paradisíaco, em que se volta com a “cabeça fresca”, o que pode acontecer é o início de um período de mais turbulência (que vai requerer mais planejamento, mais preparo, mais de tudo).
4. Apesar dos três itens anteriores, este quarto é para deixar claro que, caso decida não mudar nada, isso não é um crime. Lembre-se: esse é um tempo para você (uma espécie de culto pessoal ao “me, mysefl and I”). Portanto, você não deve satisfações a ninguém sobre o que decidiu (ou deixou de decidir) fazer (ou não).
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