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Gerentes do Itaú, Magalu e Novartis revelam estratégias de comunicação na pandemia

Filipe Oliveira
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Ana Luiza Herzog, Claudia Sérvulo e Guilherme Magalhães debateram o tema em painel online realizado pelo PR ao Cubo Itaú

“O começo foi insano. Era um ritmo de trabalho muito louco, de 13 a 14 horas por dia, sete dias por semana”. É assim que Ana Luiza Herzog, gerente corporativa de reputação do Magalu, descreve o período de cinco semanas, a partir do dia 18 de março, quando sua empresa precisou fechar de uma hora para a outra mais de 1100 lojas espalhadas pelo Brasil. “No segundo dia, tive que desovar um vídeo com o propósito de acalmar o coração de nossos quinze mil funcionários de loja que estavam indo para casa”, lembra Ana. “Naquele momento não sabíamos quanto tempo essas lojas ficariam fechadas. Mas fizemos um vídeo muito legal comunicando aos clientes que aquilo era inevitável e direcionando as pessoas para o nosso site e nosso app”.

Quatro meses após o fechamento das lojas e início do home office, a situação já está mais tranquila. Tanto é que Ana participou de um painel sobre Comunicação em Tempos de Pandemia, realizado pelo PR ao Cubo Itaú, nesta quinta-feira (18). Acho que a principal mudança foi obviamente da intensidade e o quanto passamos a apoiar outras áreas de uma maneira muito mais insana”, comentou Ana ao falar sobre o que mudou em seu setor desde o início da pandemia. “Passamos a ser acionados por muito mais áreas. E com áreas que a gente já tinha muito contato, como marketing e redes sociais, passamos a nos comunicar diariamente”.

Especialistas em comunicação do Itaú, Magalu e Novartis falam sobre comunicação em tempos de pandemia

Quem também participou da conversa foi Claudia Sérvulo, head de comunicação na Novartis. Ela conta que ela e sua equipe precisaram assumir um novo papel durante a crise. “Nos vimos como uma ponte de conexão com os colaboradores. Como as pessoas estão em casa, aqueles pontos de contato com o colaborador, como o cafezinho, não existem mais”, comentou. “Fizemos na Novartis rodas de empatia, nos colocando como facilitadores de encontro. Um bate papo, alguém que pode dar dicas. Simulamos o cafezinho, o encontro no refeitório, trocando ideias e experiência”.

Por conta do distanciamento dos funcionários, a área de comunicação do Itaú também precisou criar novas formas de se comunicar com os colaboradores. É o que contou Guilherme Magalhães, gerente de comunicação corporativa no Itaú Unibanco. “Optamos por fazer uma comunicação forte e consistente para os funcionários com um boletim diário, tanto com informações de comunicação interna quanto de comunicação externa, o que estamos comunicando para a sociedade”.

Os especialistas acreditam que as mudanças ocorridas durante a pandemia não são passageiras. “A pandemia forçou interações e dinâmicas que vão ficar, isso não volta”, avaliou Ana. “A gente desenvolveu uma dinâmica de discussões diárias, troca de ideias, que foi muito benéfica. Acho que isso vai permanecer. Não volta de jeito nenhum”.

Claudia acredita que esse período resultará também em uma mudança no papel dos comunicadores nas organizações. “Ser visto como stakeholder da organização, não meramente como um funcionário que faz a máquina funcionar, mas um stakeholder estratégico que ajuda o negócio a atingir o seu objetivo, sua visão e seu propósito”, diz a head da Novartis. “Esse é o momento oportuno para isso”.

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Filipe Oliveira

Editor do #Trendings.

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