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Como uma incubadora pode ajudar o seu negócio

Filipe Oliveira
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Leticia Menegon, professora e coordenadora do Centro de Desenvolvimento de Empreendedorismo da ESPM, diz o que uma incubadora pode ou não fazer por um empreendedor

“A incubadora de empresas é como uma incubadora de bebês. Você tem uma ideia, que quer transformar em negócio, e esse negócio precisa passar um tempo maturando e se fortalecendo lá dentro para conseguir ganhar força o suficiente para ir ao mercado”. É o que nos explicou Leticia Menegon, coordenadora do Centro de Desenvolvimento de Empreendedorismo da ESPM.

De acordo com a especialista, incubadoras costumam realizar processos seletivos, que em alguns casos contam com testes para avaliar se o empreendedor é resiliente e se adota riscos. “Se vai gerenciar uma empresa, a pessoa precisa saber desenhar processos, planejar, executar, então tem que ter um pouco esse perfil de gestor, de alguém que toma decisões.”

A Incubadora de Negócios da ESPM – que oferece vagas não só para alunos e ex-alunos da instituição, mas também para empresas externas – atualmente não realiza processo seletivo, mas sim o que Leticia chama de “seleção natural”. “Os negócios normalmente chegam com pouca capacidade de diferenciação e com uma entrega de valor baixa. Dizemos que a primeira coisa que tem que ser feita é estudar o mercado, ver como vão se diferenciar e entregar valor. Neste processo, que já dá um trabalho gigantesco, a gente começa a eliminar quem realmente só estava ali por achar legal.”

Incubadoras de negócios auxiliam desde empresas nascentes até negócios que já estão em operação. Segundo Leticia, as empresas costumam passar em média um ano e meio na incubadora, mas dependendo da fase em que ingressam, podem ficar incubadas por até dois anos e meio.

Mas afinal, o que uma incubadora pode oferecer a um empreendedor? Confira a seguir:

Networking

Uma incubadora é a porta de entrada para o ecossistema de startups, possibilita que o empreendedor interaja com diferentes atores desse ecossistema, acesse outros programas de apoio ao empreendedorismo e premiações, e que troque experiências e aprendizados com outros empreendedores.

Consultorias e mentorias

Consultorias financeiras, de pesquisa, marketing, operação e direito, além de mentorias com especialistas do mercado e executivos de grandes empresas.

Estrutura física

Espaço físico para alojar o empreendedor e estações de trabalho equipadas com diversos itens, como telefones, impressoras e internet.

Serviços de parceiros

Em parceria com a IBM e com a Amazon, a Incubadora de Negócios da ESPM, por exemplo, oferece de 10 a 120 mil dólares por um ano de hospedagem na nuvem.

Acesso aos investidores

Ao final do programa, investidores podem ser convidados para conhecer o seu negócio, o que pode resultar em um primeiro aporte.

Apoio mesmo após o fim da incubação

A relação com os empreendedores pode continuar mesmo após o programa. Em alguns casos, negócios que deixaram a incubadora continuam recebendo apoio e sendo apresentados a investidores. “A gente fala que eles são nossos filhos para sempre”, brinca Leticia.

E o que uma incubadora não pode fazer por um empreendedor?

“A gente não pode administrar a empresa por ele. O que fazemos é mostrar vários caminhos e as possíveis consequências, mas no fim a escolha é sempre deles”, afirma a coordenadora da incubadora da ESPM. “Quando um filho começa a andar, você fica ali do lado para ele não bater a cabeça e se machucar gravemente, mas o deixar cair porque senão ele nunca vai ter equilíbrio.”

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Filipe Oliveira

Editor do #Trendings.

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