Ponto de Vista

Proteja-se de colegas tóxicos

Há quem seja mestre em tirar o corpo fora ou prepotente a ponto de nunca assumir responsabilidades (a não ser pelos acertos). E, às vezes, será que também não somos?

A diferença entre as pessoas está no topo do ranking das coisas que tiram o sono de quem trabalha. Conviver com colegas que têm visões de mundo muito distintas às vezes pode ser complicado – pois envolve questões de princípios (e não de competência ou especificamente ligadas ao que se precisa realizar). E isso pode tornar tóxico o ambiente de trabalho.

Quem nunca notou como um colega consegue “se esconder da bola” – conseguindo se safar de responsabilidades e até mesmo de ter de arregaçar as mangas e suar a camisa? E, pior: é o primeiro a querer se beneficiar quando tudo sai bem (e o primeiro a apontar dedos e se eximir de responsabilidades quando o fracasso bate à porta).

Geralmente, o comportamento desses colegas é expansivo: está sempre em evidência por ser agradável ao convívio, conhecer todo mundo e se dar bem com as chefias. Na hora do rala-e-rola, sempre se coloca em campo numa posição privilegiada para ser visto e observar – mas onde dificilmente a bola vai chegar. E, caso chegue, já avisa que “é muita coisa para fazer sozinho”. E, claro, mesmo que tenha de fazer algo, será sempre menos do que poderia ou deveria…

Outro tipo “tóxico” presente em muitas corporações é o prepotente: seja de modo despótico ou “simpaticão”, ele sempre busca tirar vantagem sobre os demais ou, se em posição de autoridade, abusar dela.

Em 1945, na peça “Huis clos” (“Entre quatro paredes”, seu título em português), Jean Paul Sartre já havia proposto que “o inferno são os outros” – mas a ação em cena deixava claro que o outro, na verdade, é um espelho fundamental para que possamos conhecer a nós mesmos… Como assim? Minha interpretação: vale a pena nos perguntarmos “será que nós mesmos não assumimos, às vezes, esses papeis?”.

Em tempos de convívio profissional distante, por reuniões e encontros virtuais, talvez essas características tenham se diluído de alguma forma – e tenham surgido até mesmo outros comportamentos e atitudes que tenham potencial tóxico. Talvez a gente tenha de voltar ao tema em breve…

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Jorge Tarquini

Curador do #Trendings.

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