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Podcast: como surgiu, quais as vantagens e qual o tamanho do mercado brasileiro

Patrícia Rodrigues
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Existem mais de 2 mil programas ativos no País, que já foram ouvidos por 50 milhões de brasileiros

Com o advento da internet, o rádio foi praticamente esquecido por um bom tempo. “O mundo digital pulverizou a informação, primeiro com o compartilhamento de imagens paradas, depois com elas em movimento — especialmente no YouTube”, conta a professora Rose Figueiredo, das disciplinas de Rádio, Televisão e Cinema da ESPM. “Poucos ouviam o ‘rádio puro’, uma vez que plataformas como o Spotify disponibilizavam as playlists, sem a interferência ou discurso do radialista. Assim, muitos programas de rádio foram sumindo, principalmente os ligados às personas de seus apresentadores.”

Porém, a evolução da tecnologia também demandou maior consumo de dados. Então, por que não utilizar a simplicidade do rádio, adaptado ao novo comportamento da audiência? Surgiu então, em 2004, o podcast — conceito atribuído ao ex-VJ da MTV Adam Curry, que criou o primeiro agregador de podcasts. A palavra podcast é junção de Pod – “Personal On Demand” (pessoal sob demanda), retirada de iPod, com broadcast (radiodifusão).

De acordo a Associação Brasileira de Podcasters (ABPod), há mais de 2 mil programas ativos de podcasts no país. Uma análise desse mercado foi feita em pesquisa conduzida pelo Ibope Inteligência: cerca de 40% da população de internet do Brasil, o que resulta em 50 milhões de brasileiros, já ouviu podcasts. Portanto, há bastante espaço para que esse conteúdo, bastante qualificado, cresça nos próximos anos. No ano passado, a Spotify Brasil divulgou uma pesquisa sobre o consumo de podcasts no mundo, e classificou o Brasil como “o país do podcast”, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

O primeiro podcast nacional, o Digital Minds (descontinuado) foi criado em 21 de outubro do mesmo ano por Danilo Medeiros. “O podcast trouxe várias possibilidades, viabilizando muitos projetos, instigando pessoas que não gostam de aparecer, dando ‘visibilidade’ a essas vozes, com muito mais liberdade de expressão”, explica a professora.

Quais as vantagens desse formato?

  • Economia de dados, leveza e praticidade;
  • Não necessita de equipamentos sofisticados: basta um microfone;
  • Não é preciso acompanhar a transmissão ao vivo nem estar online;
  • Permite baixar o conteúdo e ouvi-lo a qualquer momento;
  • Existem vários programas de edição gratuitos: o Audacity é um deles;
  • Há um público cativo a partir dos 18 anos e que se estende até a fase adulta;

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Patrícia Rodrigues

Jornalista colaboradora do Trendings.

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