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Ligo ou mando mensagem? Pesquisa aponta que ligações podem te deixar mais feliz

Roberta De Lucca
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As conversas telefônicas são cada vez mais raras, que tal começar a ligar em vez de teclar?

Uma consulta ao site bankmycell revela que mais de 7 bilhões de pessoas possuem celulares ou smartphones no mundo. Aparelhos que hoje são utilizados para tudo, do entretenimento ao atendimento médico. Curiosamente, o que as pessoas menos fazem com seus telefones é utilizar sua função básica: a de fazer ligações.

Uma pesquisa do grupo Pew Research, de 2011, constatou que um norte-americano mantinha, em média, 12 conversas telefônicas por dia. Quatro anos mais tarde esse número caiu pela metade, e hoje, não raro, muitas pessoas preferem não atender uma ligação e aguardam o recado vindo por um app de mensagens para saber do que se tratava a tentativa de contato.

Proximidade na escuta

Alguns estudos norte-americanos apontam que o ser humano se sente melhor e mais próximo quando se conecta com a voz do outro. Amit Kumar, professor de Marketing e Psicologia na Universidade do Texas, e Nicholas Epley, professor de Ciência Comportamental da Universidade de Chicago, publicaram um artigo na Harvard Business Review com o resultado de um estudo que avaliou como as pessoas se sentiam ao falar com outras por meio de mensagens, chamadas de vídeo e telefonemas.

Os participantes do experimento foram convidados imaginar como se conectariam com um velho amigo com quem não falavam há tempos, por e-mail ou por telefone. Embora esperassem se sentir mais próximas do outro com um telefonema, as pessoas também relataram que ficariam mais desconfortáveis ​​ao falar do que ao digitar. E quando perguntadas sobre qual forma de comunicação escolheriam, a maioria citou o e-mail.

Na etapa seguinte do estudo, os participantes foram designados, aleatoriamente, a conversar com o tal velho amigo por e-mail ou telefone. O resultado foi diferente: quem usou o telefone se sentiu mais conectado com o interlocutor. E quando o experimento avaliou como as pessoas reagiram fazendo vídeo chamadas, elas não se sentiram tão próximas do outro quanto em uma conversa telefônica.

Chamada terapêutica

Se pensarmos no estilo de vida atual, baseado no trabalho em home office, nas demandas vindo por e-mail ou WhatsApp e Telegram e nas reuniões por vídeo chamada, muitas vezes com as câmeras desligadas, telefonar para um parente ou amigo pode até funcionar como um tipo de terapia, no sentido de estabelecer um laço mais afetivo com quem está do outro lado da linha.

Telefonar para alguém poderia ser algo comum na rotina e não significa que a conversa precise ser longa. Porque não dizer que telefonou apenas para “dar um oi”? Uma reportagem do jornal britânico The Guardian relatou que pesquisadores “analisaram quase mil conversas entre familiares e amigos e entre estranhos, e descobriram que, quando dois humanos falam, quase sempre um quer parar de falar antes do outro”. Então, não há problema em ser breve. O que vale mesmo é o contato com o outro.

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Roberta De Lucca

Jornalista colaboradora do Trendings.

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