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A qualidade da liderança tem a ver com idade ou tempo de casa?

Jorge Tarquini
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A resposta (claro) é não. Essa posição deve ser ocupada por quem reúne as melhores condições profissionais, técnicas e humanas. Mesmo assim, às vezes é difícil não ser a escolha para a cadeira… 

Você está na empresa há mais de dez anos, conhece processos internos como ninguém e se dá bem com toda a equipe. Se julga a melhor escolha para ocupar um cargo de liderança que acaba de vagar – e no qual já se enxerga e para o qual tem planos e mais planos. “É o seu momento!”, diz para si mesmo. Porém…

Sim, houve um “porém” no meio do caminho: a escolha da empresa foi por alguém com menos idade e tempo de carreira (e de empresa). Respire antes de tomar qualquer atitude intempestiva (é humano, natural e esperado se magoar e querer reagir com o fígado – mas não é estratégico, recomendado ou saudável…).

“Como assim, devo ficar quieto e engolir?” Não, nem de longe.

Antes de mais nada, faça uma análise do cenário – com 110% de sinceridade.

Comece pensando na sua trajetória:

– seus aumentos e promoções desde que entrou na empresa foram por tempo de casa ou por saltos verdadeiros no seu desempenho?

– nas férias de seu gestor, você se oferecia para assumir suas funções ou ficava na sua, esperando que “a chefia” resolvesse as coisas?

– quando novos colegas chegavam, além da simpatia das boas-vindas, você se comprometia realmente com a integração e o treinamento deles?

– quantas vezes você “salvou o dia” do departamento ou da empresa, excedendo suas funções para assumir riscos, se expor e mostrar “fome” de atuação com mais responsabilidades?

– entre colegas, você é o que fica na sua ou é aquele que busca agir de forma proativa na resolução de problemas cotidianos?

– nas questões da equipe, tomava a frente em demandas coletivas de trabalho junto aos gestores ou esperava que alguém o fizesse?

Agora, faça as mesmas perguntas em relação à pessoa que foi promovida – com 220% de sinceridade.

Caso você chegue à conclusão de que foi justo ter sido preterido, restam dois caminhos: rever sua postura diante do trabalho e de suas perspectivas ou se resignar com a possibilidade de ficar estacionado para sempre na sua cadeira…

Caso chegue à conclusão contrária, de que foi injustiçado, tem bons pontos a colocar para uma conversa franca sobre seu futuro na corporação com quem tomou a decisão de não promover você.

Em ambas as situações, você terá conhecimento de causa para não se expor e, claro, tomar seu destino nas mãos…

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Jorge Tarquini

Curador do #Trendings.

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