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Aprender a dizer não

Jorge Tarquini
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Muitas vezes, ficamos com receio de dar uma negativa a algum pedido feito dentro do ambiente do trabalho. Como saber quando podemos recusar – ou não

“Você é a pessoa ideal para essa importante tarefa”, diz o chefe ou um colega mais graduado – já emendando a descrição do que precisa ser feito. Tudo bem se sentir lisonjeado com tamanha deferência. Afinal, estão convidando você para algo importante para a empresa e para a chefia! Antes de dizer sim, contudo, que tal entender melhor do que se trata, qual o prazo, qual a expectativa e, claro, se não se trata simplesmente de “largar a bomba” na sua mão.

Já que você foi consultado, procure entender o caminho que aquele trabalho já percorreu, quando começou, por quais mãos já passou, que etapas foram concluídas e, principalmente, qual o prazo para o que estão pedindo. Falemos o português claro: algo complexo, que precisa ser feito ”para amanhã”, não brotou naquele momento em que te chamaram para ocupar a “tribuna de honra”… Entender ainda o quão importante é essa tarefa faz parte do jogo.

Perguntar essas coisas ajuda em dois aspectos: saber quanto tempo os colegas e os chefes sentaram em cima da tarefa, quem já tocou e o que fez no processo e se o que estão pedindo é mesmo o que precisa ser feito. “Já levantamos todos os dados e você só precisa finalizar” costuma ser a resposta-padrão – que se mostra pura ilusão. Cobre informações realistas. Lembre-se: uma vez que você diga “sim”, pouco importa se te deram um miojo e estão te cobrando uma lagosta…

A menos (1) que seja seu chefe direto quem está delegando a você a tarefa (ossos do ofício…), não há problema nenhum em dizer não, caso sinta que:
a) não está tudo levantado
b) não é “só” juntar tudo
c) o prazo é inviável diante do que você já tem para fazer
d) não haverá apoio da “equipe que já levantou tudo”
e) será apenas sua responsabilidade se a coisa não ficar pronta ou não ficar boa

A menos (2) que você sinta que é uma oportunidade de “ver e ser visto” e que isso pode representar uma chance de dar mais um passo rumo a uma promoção ou um aumento, diga não.

Agora, se disso depende toda a equipe, o futuro do departamento ou da empresa, nenhum problema em aceitar – mas negocie o que puder: prazo, ajuda de outras pessoas e tudo o que puder aumentar as chances de sair um trabalho bem feito.

Resumindo: bom senso, valorização do seu tempo e do seu talento e limites para a exploração de colegas não podem ser substituídos por um “tapinha nas costas” e o manjado “só você pode fazer este trabalho”. Se assim fosse, não teria demorado tanto para chegar às suas mãos…

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Jorge Tarquini

Curador do #Trendings.

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