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Força feminina no mercado de trabalho

Jorge Tarquini
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Apesar de muita coisa (ainda) precisar mudar, é inegável que há conquistas bastante significativas no mundo profissional  

Alguém nascido neste século consegue imaginar que uma mulher pudesse ser preterida na disputa por uma vaga de trabalho apenas pelo “risco” de ela engravidar – e ter o direito à licença-maternidade? Ou pelo fato de ter cromossomos XX?

Infelizmente, há empresas e empresários que teimam em se manter literalmente no século passado. Por outro lado, não é otimismo ingênuo parar e olhar o copo meio cheio (o que não pode, não deve e nem significa que não devamos fazer tudo o que for necessário para deixar o copo cheio até a boca).

É fato que as mulheres já são há algum tempo a maioria nas universidades brasileiras, conseguindo cerca de 60% das vagas, segundo o relatório Education at a Glance 2020, produzido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). E a taxa de conclusão é maior entre elas, também.

Hoje, no Brasil, cerca de 18% dos homens entre 25 e 34 anos possuem formação superior – enquanto entre elas a taxa chega a 25%. E isso se reflete na realidade do mundo do emprego: segundo levantamento do Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp), hoje as mulheres com ensino superior completo ocupam mais de 55% dos postos que exigem formação superior no mercado de trabalho – mesmo que, infelizmente, ainda com salários até 41% menores.

O que falta, então, para que caiam as inexplicáveis barreiras que não apenas levam a salários menores como à empregabilidade menor? Ou seja: o acesso ao mercado de trabalho: a taxa de empregabilidade de mulheres entre 25 e 34 anos com formação superior é de 82%, contra 89% para os homens na mesma faixa.

Isso, claro, se reflete (ou se comprova) pela menor presença de mulheres em posições de chefia – mesmo sendo maioria entre os profissionais. Segundo o Business Report, da Grant Thorton, com dados de 4.812 empresas de 32 países, no Brasil elas representam 34% dos cargos de liderança sênior (direção executiva) e 32% no cargo de CEO.

Se compararmos a empregabilidade para quem tem ensino médio, a discrepância fica em 63% x 76% entre quem tem ensino técnico e 45% x 76% entre quem não tem nenhuma formação superior ou técnica.

Daria para ficar aqui até 8 de março de 2022 elencando as questões: o descarte por idade, mulheres mães que abandonaram seus empregos durante a pandemia (para se dedicar à casa e os filhos, por exemplo).

Torço muito para que isso mude definitivamente quando quem nasceu neste século chegar aos postos de decisão. Afinal, parece que ainda há quem tema a presença feminina no mundo do trabalho…

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Jorge Tarquini

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