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Tudo o que você precisa saber sobre open banking

Roberta De Lucca
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Humberto Sandmann, professor de Tech da ESPM, fala sobre essa revolução que está sendo implementada nas instituições financeiras do Brasil 

Imagine que você tem uma conta corrente no banco A e precisa de um empréstimo e consulta as taxas de juros cobradas por essa instituição, e numa conversa com um amigo sobre a sua ideia, ele – correntista do banco B, comenta que lá as taxas são menores. Você pode até fazer o empréstimo consignado no banco B, cujas parcelas são descontadas diretamente do seu salário, mas sempre tem um pouco de burocracia nesse processo. Mas as barreiras deste processo estão com os dias contados, porque até o fim do ano o open banking estará implantado no Brasil. Trata-se da disponibilização de dados e serviços bancários e de outras instituições financeiras, que, além de facilitar a vida dos correntistas, vai aumentar a competitividade entre as empresas. Nessa entrevista, Humberto Sandmann, professor de Tech da ESPM, explica como vai funcionar esse sistema no país, que iniciou sua primeira fase em fevereiro.

O que é open banking?

Open banking é uma iniciativa criada há uns 10 anos e foi introduzida em 2015 na União Europeia para uniformizar o acesso aos dados dos clientes. Em maio do ano passado, o Banco Central definiu as regras de implantação sistema no Brasil, que é um compartilhamento de dados dos correntistas entre bancos, corretoras de valores e fintechs. Isso vai ser feito com a criação de plataformas de tecnologia e deve trazer melhoria nos serviços de maneira geral.

Que tipos de dados serão compartilhados?

Primeiro, é importante deixar claro que os dados só podem ser liberados com o consentimento do cliente e é ele quem vai escolher o que poderá ser visto. As informações vão desde movimentações de conta corrente, passando por aplicações financeiras, empréstimos, financiamentos contratados no banco e até compra de moeda estrangeira. Com esses dados, as instituições que não atendem esse cliente poderão oferecer a ele linhas de crédito com taxas de juros mais baixas e outros produtos.

Além dessa, quais são as outras vantagens para o correntista?

As instituições financeiras vão ter que divulgar seus dados em uma plataforma para o cliente poder comparar seus serviços e taxas. Como resultado, vai haver mais competitividade, porque o open banking é uma oportunidade de fomento da concorrência, e certamente vão surgir novas fintechs. Tem também a portabilidade. O cliente vai poder mudar de banco como faz atualmente quando troca de operadora de telefonia celular. Não vai mais ter aquela coisa de fechar conta e transferir o dinheiro para o novo banco, todo o histórico do cliente é levado de um banco para o outro, ajudando na análise de perfil do correntista. Vai ser tudo sem burocracia.

Como vai ser a implantação desse sistema no Brasil?

É um processo de quatro fases. A primeira foi em 1 de fevereiro e consistiu no compartilhamento de dados das instituições financeiras. Em 15 de julho deste ano, começa a Fase 2, que é quando os clientes vão autorizar a liberação de seus dados, escolhendo o que pode ou não ser divulgado. A partir de 30 de agosto vem a Fase 3, que permite aos clientes contratarem serviços das instituições financeiras em outras plataformas, que não sejam o aplicativo do banco ou a agência. Na Fase 4, que começa em 15 de dezembro, ocorre a ampliação dos serviços do Open Banking, abrangendo operações de câmbio, previdência privada e seguros, entre outros. É importante lembrar que o compartilhamento de dados do cliente não é obrigatório e terá validade de um ano. Após esse período pode ser renovado, ou não.

Se você tem interesse em conhecer ainda mais o open banking, pode acessar uma cartilha do Banco Central, que é quem regulamenta as operações dessa modalidade no Brasil. Também pode acessar o site Open Banking Brasil.

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Roberta De Lucca

Jornalista colaboradora do Trendings.

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